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sexta-feira, maio 04, 2007

Copo vazio, cadeira vazia




Copo Vazio

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.

É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.

Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

by Gilberto Gil


Anda fogo! Corre chama! Queima tudo! Leva a cinzas o que já foi carne. Transforma em calor e pó o que já foi vida. Hoje sei que nada sei. E de nada saber não sei se há vida pós-morte. Hoje senti tua falta. Senti falta das tuas palavras, dos sonhos, dos risos, das lágrimas. Falta das alegrias compartilhadas, das tristezas embriagadas. Ainda tenho o teu cheiro de carne queimada nas entranhas. Não sei se nunca chegarei a tirá-lo de dentro de mim. Talvez não, quem sabe tua última lembrança. Não é fraterno e carinhoso como teu abraço mas vale assim mesmo. É uma sinapse apenas. Uma dentre bilhões de outras que me fazem recordar a senha do banco, ou a cor do meu carro. Mas essa me faz sorrir. Não, não sei se há morte após a vida, mas meu sonho é mais doce com esta ilusão de nos encontrarmos novamente.




quarta-feira, maio 02, 2007

Aganjú

Te esperei na lua crescer
Ví cadeira boa sentei
Espirrei na tua gripei
Por ficar ao léo resfriei

Você me agradou me acertou
Me miseravou, me aqueceu
Me rasgou a roupa e valeu
E jurou conversas de deus

Aganjú, Aganjú, Aganjú
Aganjú, Aganjú, Aganjú

Quem sabe a labuta quitar
Sabe o trabalho que dá
Batalhar o pão e trazer
Para a casa o sobreviver

Encontrei na rua a questão
Cem por cento a falta de chão
Vou rezar prá nunca perder
Essa estrutura que é você

Aganjú, Aganjú, Aganjú
Aganjú, Aganjú, Aganjú


by Carlinhos Brown


PS: E na versão lounge da Bebel (Latin remix) ficou um arraso!

http://radio.terra.com.br/busca/musicas.php?musica=Aganj%FA

Conectado com Deus


by Michelangelo


Procissão

by Gilberto Gil

“(...)
E Jesus prometeu vida melhor
Pra quem vive nesse mundo sem amor
Só depois de entregar o corpo ao chão
Só depois de morrer neste sertão
Eu também tô do lado de Jesus
Só que acho que ele se esqueceu
De dizer que na terra a gente tem
De arranjar um jeitinho pra viver
Muita gente se arvora a ser Deus
E promete tanta coisa pro sertão
Que vai dar um vestido pra Maria
E promete um roçado pro João
Entra ano, sai ano, e nada vem
Meu sertão continua ao Deus-dará
Mas se existe Jesus no firmamento
Cá na terra isto tem que se acabar.”



Fui ter com os Deuses. Não que houvesse um plebiscito mundial para escolher um representante da humanidade para tal tarefa, nem tampouco era eu candidato oficial. Ocorreu naturalmente, rodada de bar, os amigos ali reunidos, copos pela metade, sobriedade idem, engedraram a trama. Começou com um Corinthiano – Corinthiano é fogo – “vai lá, fala com Deus, você fala bem em público, conhece muita gente, tenta ver o que você arranja, qualquer melhoria é bem-vinda. Como está é que não dá”. Outros se seguiram, e à medida que as garrafas secavam o coro aumentava. Mais gente ia juntando. O portuga dono do bar, feliz com o movimento extra, começou até a me oferecer uns bolinhos frescos de bacalhau, por conta da casa. O negócio virou quase comício, gente se amontoava à porta para ver o que se passava. A maior parte dos transeuntes quando se inteirava que tinha um que se propunha a interceder junto à galera do andar de cima, pedia uma gelada e gritava alguma coisa de apoio lá do fundo. Quando ouviam que não tinha dízimo a ser recolhido, pediam mais uma e apoiavam mais efusivamente a empreitada. Eu dizia que não, argumentava que havia melhores quadros no partido, fiz das minhas para me livrar da tarefa, mas não teve jeito, fui aclamado quase que por unanimidade. À exceção de um que se embriagava de gin e gritava: “ruim, por ruim, vote em mim”. Saí de lá chumbado, mas eleito, aclamado. Não me deixaram sequer pagar minha parte do induto ao portuga. Fiquei na dúvida se o faziam por apego à causa, ou se já vislumbravam alguma possibilidade de tráfico de influência.

Cheguei em casa trôpego e ansioso por dividir a novidade. Comuniquei a nomeação à patroa. Ela não deu muito ouvido e avisou que tinha lasanha no forno. Continuou assistindo a novela.

No dia seguinte peguei o terno no fundo do armário e mandei para a tinturaria para tirar o cheiro de naftalina. Tinha duas preoucupações, como escolher os pedidos, e como achar a galera. Demandas não faltavam: o Flamengo estava na pindaíba, segundo os jornais americanos a floresta amazônica ia ficar do tamanho da floresta da Tijuca, Fidel ainda estava vivo, a África continuava uma lástima, o Bush foi reeleito, o sapo barbudo idem, o aquecimento global prometia praia em Brasília (jóia!), mas o fim de Ipanema (nunca!), e a lista não tinha fim. A outra preoucupação obviamente era achar um jeito de contactar a galera: Mãe Meninha do Gantois faleceu há muitos anos, o oráculo de Delfos aposentou-se (stress?), as companhias telefônicas pararam de distribuir catálogos onde antigamente se encontrava quase tudo. No desespero lembrei do sobrinho que era gerente numa empresa de informática em Brasília. Liguei para o garoto à cata de alguma sugestão. Ele recomendou o Google. Falei que lembrava do AltaVista, MetaCrawler, Netscape e outros. Ele explicou que já tinham levado o mesmo fim que Delfos.

Meio desconfiado, e sem entender as forças ocultas que existiam por detrás deste novo oráculo, ataquei-o assim mesmo. Segui as coordenadas do sobrinho e achei o dito. Sem muita cerimônia digitei lá: how can I talk to God? (não sabia se o cara era monoteísta ou não, mas resolvi ser conservador na pergunta). As respostas, digo, links, que se seguiram, foram mais ou menos as seguintes:


God can change your life

Jesus Christ

Prayer site for children

iGod Chat with God

I Can Talk To God

Kids Talk About God - An Online Service Helping Christians Inspire ...

I want to talk to God and ask why!

BBC - Press Office - George Bush on Elusive Peace

God and Evolution

Nine Ways Not to Talk about God, by Raimon Panikkar


Após apertar alguns botões aqui e acolá optei pelo iGod (não vi nenhum logo da Apple, mas ainda assim fiquei na dúvida se tinha o dedo do Steve Jobs na parada).

Anunciava no sutiã - aquele negócio que suporta o título, não o outro suporte - em inglês, “arrependimento facilitado”. Gostei. Tinha umas coisas meio atrasadas mesmo. Apertei o botão onde dizia: aperte aqui. Abriu uma janela que anunciava: você está falando com Deus. Tentei algumas coisas antes, para testar. O diálogo foi assim, em inglês:

- Eu: Detesto o Bush (I hate Bush).
- Deus: Honestamente acho que você deve se sentar, tomar um calmante e repensar as coisas (I honestly think you should sit down, take a stress pill, and calmly think things over). Eu: É eu sei, é duro aguentar o cara.

- Eu: Eu detesto o Lula (I hate Lula).
- Deus: Por quê você o detesta tanto?
(Why do you hate it so much?) Ai eu pensei: Tá maluco?!? Você é terapeuta, Deus ou cego?

- Eu: Espero que o Flamengo ganhe. (I hope Flamengo wins).
- Deus: Por quê você tem esperanças? (Why do you hope for it?)
Ai eu pensei: É eu sei, tá difícil.

- Eu: Você pode facilitar as coisas para nós? (Can you make things easier for us?)
- Deus: Sim eu posso facilitar muitas coisas para vocês. (Yes I can make things easier for us).
Ai eu pensei: Massa! Agora estamos conversando.

- Eu: Como? (How?)
- Deus: Eu me programei a mim mesmo para isto. (Myself programmed me for it)
Ai eu pensei: Convencido. Só quero ver depois.

- Eu: Garantido? (Guaranteed?)
- Deus: Como você ouviu falar sobre Deus?
(How did you hear about God?)
Ai eu pensei: Iiii, desconversou.

- Eu: Na bíblia. (In the bible).
- Deus: Foi muito tempo atrás. (That was a long time ago).
Ai eu pensei: Tô sabendo, mas ainda não lançaram uma edição atualizada.

- Eu: E o aquecimento global? (What about global warming?)
- Deus: Pensarei a respeito e depois te respondo. (I will think about it and get back to you.).
Ai eu pensei: Fugiu da raia de novo.

- Eu: Conversamos mais tarde. (Talk to you later)
- Deus: Te vejo mais tarde! (
See you later!)


Fiquei animadíssimo com o contato inicial. Pensei em voltar logo ao boteco do portuga, juntar o eleitorado e fazer uma prestação de contas parciais do meu desempenho até o momento. Mas talvez fosse melhor pegar o terno na lavanderia antes, dadas as novas responsabilidades tinha que cuidar mais do visual. No caminho da tinturaria, imbuído do espírito de legislador divino, devidamente conectado, fiquei imaginando o primeiro salário, o aumento retroativo, o jeton, a montagem do gabinete, a base de apoio. Havia muito trabalho pela frente. Acabei decidindo ir para a praia mesmo. De lá eu ligaria para o gabinete, avisaria que não iria ao plenário hoje, enfim, começaria o trabalho. Não tinha como falhar.


P.S.: tente você mesmo o iGod.
Mas por favor não espalhe.
Ainda estou solidificando a carreira parlamentar.

segunda-feira, abril 23, 2007

Miles Davis - the genesis of a second God











Interviews with: Chick Corea, Herbie Hancock David Liebmann, Pete Cosey etc. They all played with Miles when he met Jimmi Hendrix, Santana, others, and became electric.


Plus the Master himself, Miles Davis.

"I played one way so long that I just had to change my way. In order to give it to you. So you will like it."

"It was no longer jazz, and they were asking jazz critics to evaluate Miles."

"Play through it. There are only two vibes. The vibe on the stage and the vibe out there. Play it."





segunda-feira, abril 16, 2007

Miséria

Titãs

Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio, mulato, preto, branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Filhos, amigos, amantes, parentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes

Riquezas são diferentes


Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Riquezas são diferentes
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Cores, raças, castas, crenças

Riquezas são diferenças

A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças

Riquezas são diferenças

Índio, mulato, preto, branco
Filhos, amigos, amantes, parentes
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Cores, raças, castas, crenças
Em qualquer canto miséria
Riquezas são miséria
Em qualquer canto miséria.


quinta-feira, março 29, 2007

More than words


By Extreme
PS: maneira!

segunda-feira, março 19, 2007

Só Deixo Meu Coração Na Mão de Quem Pode


Só deixo meu coração na mão de quem pode
Fazer da minha alma suporte para uma vida insinuante
Insinuante anti tudo que não possa ser

Bossa Nova Hard Core
Bossa Nova Nota Dez

Quero dizer, eu to pra tudo nesse mundo
Então, só vou deixar meu coração, a alma do meu corpo, na mão de quem pode

Na mão de quem pode e absorve
Tanto no céu que no inferno
Inspiração de mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta da matança do que é tédio, conformismo, aceitação

E eu fico aqui vou te levando nessa dança
Sobre o mundo
Pode tudo do amor
Pode tudo do amor

Porque eu não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é o acúmulo de dúvida, incerteza de si mesmo, projetado
Assim jogado como lama anti-erótica na cara do desejo mais intenso de ficar com a pessoa

Eu não to a toa
Eu sou muito boa

Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E eu não quero "te dar gelo"
Diabos que o carregue

Vê se aprende, se desprende
Vem pra mim que sou a esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me, decifra-me

Só deixo minha alma, só deixo o coração
Só deixo minha alma na mão de quem pode

Vê se aprende, se desprende

Só deixo minha alma, só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto!


Katia B / Marcos Cunha

P.S.: valeu Fabiano


sábado, março 17, 2007

Jardim da fantasia

Bem-te-vi, bem-te-vi
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Tua boca pingava mel
Bem te quis, bem te quis
E ainda quero muito mais
Maior que a imensidão da paz
Bem maior que o sol
Onde estás?
Voei por este céu azul
Andei estradas do além
Onde estarás meu bem
Onde estás ?
Nas nuvens ou na insensatez
Me beije só mais uma vez

Paulinho Pedra Azul


PS: pra quem não sabia,
ele fez esta depois da morte da noiva...

sábado, março 10, 2007

Sambando com o Mestre Yoda


Troféu joinha!




Sorriso de Flor - Rafa Ponde



PS: tava procurando outra coisa,
mas a batida é boa.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Chame Gente

Ah! imagina só que loucura
Essa mistura
Alegria, alegria é o estado
Que chamamos Bahia
De Todos os Santos, encantos e Axé,
Sagrado e profano,
O Baiano é carnaval
Do corredor da história,
Vitória, Lapinha, Caminho de Areia
Pelas vias, pelas veias, escorre o sangue e o vinho,
Pelo mangue,Pelourinho
A pé ou de caminhão não pode faltar a fé,
O carnaval vai passar
Da Sé ao Campo-Grande somos os Filhos de Gandhi,
De Dodô e Osmar
Por isso chame, chame,
Chame, chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria
A praça e o poeta
É um verdadeiro enxame,
Chame chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria
A praça e o poeta
Ah!...a praça e o poeta.

Moraes Moreira

PS: simples, a música mais bonita do carnaval

domingo, fevereiro 11, 2007

Cartola, o Mestre



Pensamentear



Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

All the lonely people

Where do they all come from?

All the lonely people

Where do they all belong?

Beatles

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Cálice






Impressionível!

Monólogo de Orfeu


Vinicius de Moraes

Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, – que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem – nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!

Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim


PS: Ouvi isso há pouco, declamado, pela

Maria Bethânia num disco do Vinícius dos anos 70.

Coisa fina!

segunda-feira, outubro 30, 2006

Caetano virou Professor



A cabeleireira grisalha impunha respeito. Agrege-se à isto aquele olhar de sabedoria. E os óculos de armação fina ali na ponta do nariz,... estava um arraso, como ele mesmo diria. E acho que não via os fiéis súditos na platéia. Permitia apenas que do seu, emanasse o olhar.

Era feliz por saber que Caetano era Brasileiro, que era Bahiano, que era de Santo Amaro da Purificação. Imagino que Santo Amaro, casa de D. Canô, seja o menor dentre os maiores municípios tupiniquins.

Me perdoem o pedantismo, mas é que Câmara Cascudo tinha razão: o brasileiro ainda é a melhor coisa que esta terra dá.


PS: o sapo nos convida para + 4 anos no brejo. ;-(