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sábado, abril 21, 2007

Aldeia Global

Vinham de todas as partes. Não fiz um censo naquele antro de luxúria, mas havia diversas colombianas, filipinas, vietnamitas, tailandesas, chinesas, ganenses, russas etc. As filipinas e colombianas predominavam. Dividiam o espaço de certa maneira, colombianas, e seus seios fartos, à direita, filipinas, sem bunda, à esquerda.

Um sociólogo dos anos ’70 talvez citasse a opressão dos antigos colonizadores e a luta de classes para explicar a opção por aquela vida difícil e efêmera.

A realidade era mais fugaz:

“No money, no honey”, explicou-me Sofia, uma russa.

Saí entendendo tudo.

segunda-feira, abril 16, 2007

Cúmplice



Menino de rua. Dividíamos a calçada, a amizade frágil, comentários desconexos e fones de ouvido. Me encantei com seu sorriso e como agia com as outras crianças. Parecia justo e amigo.

O nome era inequívoco: Gate (to/from where?!?...). Não me arrisquei a perguntar a origem. Escrito em Khmer fazia mais sentido.

Me surpreendia com a fluência em inglês deste e dos outros guris. Me contou dos seus 10 anos de vida, dos dois irmãos e duas irmãs. Me garantiu ainda que ia à escola todos os dias, apesar da finalidade obscura. Vivia de vender livros. Às vezes vendia dois por dia, raras vezes mais de três, e às vezes nenhum.

Não comprei os livros piratas que vendia. Além de papo-furado, duas Coca-colas e umas músicas do Led Zeppelin, complementei com um dólar, por via das dúvidas.

PS:Infecção ótica ou cardíaca?.




domingo, abril 15, 2007

Profissão: miséria humana

Naquele mercado de chagas, pústulas, amputações, necroses, pus, cicatrizes de armas químicas, membros decepados por minas, tudo era exposto aos fregueses.

-Quem dá mais?!?, demandava um dos mendigos


PS:Seria um dealer?

Profissão: crianças






































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Profissão: putas











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